Bloco no chão
–Gráfico F × atrito
Atrito estático
Com o bloco parado, o atrito é exatamente do tamanho da força que você faz, só o necessário para segurar. Ele cresce junto com o empurrão até o valor máximo μₑ·N.
Atrito cinético
Depois que o bloco escorrega, o atrito cai para μc·N e fica constante, não importa a força. O que sobra da força aplicada acelera o bloco: a = (F − fc) / m.
Para levar pra prova
Tirar do lugar exige mais força do que manter deslizando, porque μc < μₑ.
"Atrito estático máximo" não é o atrito de qualquer bloco parado: parado e sem empurrão, o atrito é zero.
O atrito não depende da área de contato, só de μ e da normal.
Frenagem lado a lado
Pronto para frearForça de atrito durante a frenagem
Carro de 1.000 kg: N = 10.000 N. Força de atrito = μ · N.
Resultado
Asfalto secoCom ABS
parou em – s
Sem ABS
parou em – s
Aperte "Frear fundo" para comparar.
Desaceleração: a = μ · g. Distância até parar: d = v² ÷ (2a). A massa do carro se cancela: carro leve e pesado param na mesma distância.
Pneu em close
Repare na marca amarela. Com ABS a roda continua girando, e o ponto do pneu que toca o chão fica parado em relação ao asfalto: atrito estático. Sem ABS a roda trava e o pneu é arrastado: atrito cinético.
Para levar pra prova
O ABS não "freia mais forte". Ele solta e aperta o freio muitas vezes por segundo para a roda não travar, mantendo o pneu no atrito estático, que é maior.
Roda travada desliza: o atrito vira cinético, a distância de frenagem aumenta e o motorista perde a direção, porque roda que não gira não esterça.
Roda que rola sem deslizar tem o ponto de contato parado em relação ao chão. Por isso o atrito no pneu de um carro andando normalmente é estático.